Aqui cultivamos a escrita sem leitura. Temos um trato: Não existe leitor aqui. Ninguém é ou será leitor de ninguém. Não é proibida a leitura mas essa não é suportada ou encorajada. É só a escrita pela escrita na garagem posta sob um pano velho. Que fique claro que também não cultivamos a escrita, o fazemos sim, mesmo sabendo que ela pode quem sabe ser lida (arg), mas nos envergonhamos profundamente e por isso não usamos nossos nomes.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Carlos adorava apreciar coisas boas vindas de coisas ruins. Como os avanços da medicina em tempos de guerra, o som dos copos se quebrando. Adorava como as pessoas se aproximam quando passam por dificuldades. Se deliciava com a boa música produzida no tempo da ditadura. O bom é que nunca faltavam desastres. Na sua vida sempre havia um pouco de escombro a ser vasculhado a procura de tesouros. A parte ruim é que o atordoava o fato de que se não houvessem desastres ele não seria feliz.
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