Ficou na minha cabeça umas coisas que você não disse. Uns silêncios. O que pensava? O que pensa?
Aqui cultivamos a escrita sem leitura. Temos um trato: Não existe leitor aqui. Ninguém é ou será leitor de ninguém. Não é proibida a leitura mas essa não é suportada ou encorajada. É só a escrita pela escrita na garagem posta sob um pano velho. Que fique claro que também não cultivamos a escrita, o fazemos sim, mesmo sabendo que ela pode quem sabe ser lida (arg), mas nos envergonhamos profundamente e por isso não usamos nossos nomes.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
:)
Leva meu amar ainda...
ela não pesa ...
é pequeño.
É uma estrela apagadinha
a mais tremula
não existe mais
mas existiu
- figurou em muito poema.
Leva o meu amar, de novo
não pesa, pois é pequenito
dimuto, leva nem um minuto
É um sonzinho gostoso
nem fonema é, é só o trema
não existe mais, mas existiu
- figurou em muito poema.
Leva meu amor, novo
não pesa nada é leve
levinho como uma pena
não custa nada,
não pede nada
não espera nada
- é meu novo lema
Brasília, 13 de agosto de 2012
ela não pesa ...
é pequeño.
É uma estrela apagadinha
a mais tremula
não existe mais
mas existiu
- figurou em muito poema.
Leva o meu amar, de novo
não pesa, pois é pequenito
dimuto, leva nem um minuto
É um sonzinho gostoso
nem fonema é, é só o trema
não existe mais, mas existiu
- figurou em muito poema.
Leva meu amor, novo
não pesa nada é leve
levinho como uma pena
não custa nada,
não pede nada
não espera nada
- é meu novo lema
Brasília, 13 de agosto de 2012
Se desta vida para a seguinte, pudesse passar uma coisa que aprendi . Só uma coisa. Isso é, se encarnação existir. Seria uma coisa que aprendi com os computadores. Sim, porque tenho certeza que não passaria de novo tanto tempo com eles. Eu passaria o seguinte aprendizado: ser determinista é muito chato.
domingo, 12 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
no dia que eu a ver
"Quem pagará o enterro e as flores se eu me morrer de amores?" Vinícius de Moraes
Irá fazer sol
ou chover,
no dia que eu a ver?
Uma criança fará graça,
Passará um senhor a cantar,
No dia em que eu te encontrar?
No desembarque, irá demorar,
ou será a primeira a sair,
Irá se emocionar ou sorrir,
Na primeira vez que eu te olhar?
Ficará alegre, irá corar
No exato momento em que o ler
Esser versinhos pra você?
Sigamos leves soltos
dignos da beleza que tem
Dois jovens que se encontram
e se encantam
chegou o tempo
"Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente Quando voltares, pela lua cheia Para os braços sem fim do teu amigo! Vai tua vida, pássaro contente Vai tua vida que eu estarei contigo!"
Monólogo de Orfeu - Vinícios de Moraes
|
Ainda teria para ti declararões e planos e cuidados,
mas chegou um tempo em que só me lê e leria por educação,
Os planos talvez executasse em um momento sem pretensão,
se destraindo, acelerando as horas para algum momento de maior promessa.
Os cuidados, chegou o tempo em que já não mais precisa.
Chegou o tempo que é fim, quem já viu tudo,
que já juntou muitos desencantos,
que o saldo da minha conquista foi sua indiferença
que tudo que ouço é o eco e comunicados impessoais
que a música silenciou, que fiquei sozinho no salão,
já a ser limpo para atender aos próximos convites
chegou um tempo que talvez eu tenha sido um erro
que o circo se fecha, os antigos amigos estão prontos para me expurgar,
que qualquer um diria que o melhor pra você é me esquecer, me deixar
que meu poema é só tristeza.
Chegou o tempo em que as lembrancinhas serão levadas a qualquer lugar esquecido
nossas fotos irão pousar em qualquer pasta perdida
que pensará nos meus defeitos caçoando,
que sou uma sombra de algum outro passado,
sou um conjunto de memórias
que o eu, presente, é uma tralha,
um móvel já gasto em que se teve lembranças
e que agora deve-se, respeitosamente, se livrar
pois o futuro reluz mais brilhante e atraente
chegou o tempo em que terei meu espaço na sua vida oculpado
que para quem pergunte de mim, dirá o nome dele,
que ensinará os passos que o levarão ao que era o meu lugar,
que os símbolos que eram pra mim, terão novo dono.
O irá puxar e sentar onde eu estive
e pedir um carinho que eu te dava.
O irá medir por mim, serei sua métrica.
Algumas frases que irá dizer,
serão sem pudor as mesmas frases.
De únicos ficarão os erros, que lembrará com até uma certa saudade
Outras coisas serão novas
em novos tempos que nunca viveremos,
algumas que prometemos e nunca cumprimos
Que você se verá bela pelos olhos dele,
Que coisas que acho belo em você irá mudar para atendê-lo
o que, de você, era eu, se desagastará
como um objeto que se quebrou, e as partes com o tempo
já não mais se encaixam
chegou o tempo em que a correria pulsante
nossos sons e sorrisos, nossos movimentos vivos
ficaram ali gravados, como uma pintura distante
espalhada pelas paredes da caverna escura
chegou o tempo em que já não saberei do que o tempo fez com você
que me será estrangeira
Chegou o tempo em que o território começará a ser demarcado
que as fronteiras me deixarão de fora
que tudo que te envolve terá uma marca dele
me impedindo de saber seus dias,
conhecer suas idéias, adentrar teus ambientes,
beijar-lhe a boca e dizer-lhe o que sinto.
Chegou o tempo em que tudo será ilegal
que não nos tocaremos, que nos falaremos com filtros
e que meu choro deverá ser solitário
que talvez me convide para visitação em uma festa qualquer
após reconsiderar algumas vezes,
e que se eu for, sentarei do outro lado,
observando ao longe, lembrando de um tempo que se foi
Chegou o tempo em que se é a despedida,
que se escolhe as palavras do fechamento.
Chegou o tempo que minhas linhas serão lidas sem paixão
que vai sempre negar meus convites, talvez com uma desculpa educada de início
que agirá com a educação que lhe é própria
não terei quem sabe uma palpitação do seu peito,
uma entornar de sobrancelhas
uma adimiração, uma revolta, nada que se ponha em samba
porque chegou o tempo em que já não se fala em samba
que adeus já não soa tão grave
chegou o tempo
e o que o tempo trás.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Passional I
Me dirijo
evito pensar
anuncio a chegada
entras sorridente
-quanto tempo
muita notícia
alguma mudança
leves umas
outras graves
um gole
outra taça
vista embaça
Corre a noite, passa
Sorri-me, incerto sorrio
Apreensivo, confuso prossigo
Segura a minha mão, me guia
E vou guiado
Tens as cabeça em meus ombros, e apenas
entre nossos lábios, um dedo coroado
Romances, Contos e Crônicas
Carolina quase nunca estava totalemnte lá. E quando amava nunca estava. Pior ainda quando havia um desencanto. Como hoje, na aula de Literatura. Era revisão e ela se revisava.
- O que está errado?
Nunca
gostara de revisão. Todas essas idéias repetidas dificultava sua concentração.
Entre um estilo e outro, uma lembrança e outra, se pegou pensando em seus
relacionamentos em termos de crônicas, contos e romances. Seu primeiro beijo,
uma crônica. Nunca o vira antes ou depois. Mas sempre se recordaria de todas as
frases e silêncios daquela noite. Seu último namoro, um conto de 18 dias - acabara a 30 minutos atrás - e que teria que contar o final 5 vezes. Primeiro
para Luisa que não parava de a olhar com interrogação.
"Ao menos foi
terminado com ponto final" -ela se consolava. Detestava relacionamentos com
reticências.
Mas sua grande decepção era mesmo não
ter um verdadeiro romance para se dizer.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Sendo sincera
Camila, agora preciso que seja sincera. Andei revendo meus papéis e descobri que tenho poemas o bastante para fazer uma coletanea. O ponto é, desses poemas que te envio, se eu escolhesse os 10 melhores, xerocasse e vendesse por 2 reais - você compraria?
2008
É tanto que tenho que não basta dizer.
Não sussurrar no seu ouvido
Nas horas nossas
Nem gritar a multidão
Repetir dezenas de vezes ao dia
Reiterar a noite
Te definir por ele, o redefinir por você
O trocar por você e você por ele
Dizer aos meus e aos seus
Colocar no perfil, no dedo, na parede
Digitalizar, imprimir, desenhar
Que todas as mídias
Ler, recitar e cantar
e meios, formas volumes não são o bastante para expressar o quanto eu te amo.
Não sussurrar no seu ouvido
Nas horas nossas
Nem gritar a multidão
Repetir dezenas de vezes ao dia
Reiterar a noite
Te definir por ele, o redefinir por você
O trocar por você e você por ele
Dizer aos meus e aos seus
Colocar no perfil, no dedo, na parede
Digitalizar, imprimir, desenhar
Que todas as mídias
Ler, recitar e cantar
e meios, formas volumes não são o bastante para expressar o quanto eu te amo.
haja falta
haja silêncio para
tanta falta de ouvido
haja silêncio, haja controle
para tanto impulso
falta terra para tanto fogo
falta "separa" para tanto "comigo"
"adeus" para tanto "olá"
falta fim para tanto início
tanta falta de ouvido
haja silêncio, haja controle
para tanto impulso
falta terra para tanto fogo
falta "separa" para tanto "comigo"
"adeus" para tanto "olá"
falta fim para tanto início
a primeira página da carta
É tarde da noite, não sei precisar o horário porque todas os relógios encontram-se distantes. Te escrever esta carta significa certamente não ir a aula amanhã cedo. No entanto hoje tenho assistido tantas aulas e escrito tão poucas cartas que acho que meu ato não será condenável posto nestes termos.
Creio que deve estar intrigada com essas gramas de papel fisicamente entregues a você. Nos tempos que vivemos acho que uma carta deve causar grande espanto. No entanto venho te escrever coisas triviais apenas. Um pensamento que me ocorreu e que pensei em escrever pelo exercício de organizar as idéias e endereçar a você que gosto de conversar sobre assuntos diversos.
Não sobre amor. Não sobre o nosso amor. Mas é uma sim sobre o amor. Sobre uma metáfora para o amor:
O coração dos amantes deve ser uma casa para ser oferecida ao amado. Uma casa que o amado vai encontrar aberta ou fechada disso depende como ele fará sua entrada.
Algum de tão abertas as portas se surpreenderá já dentro. Muitos tantos nunca conseguem entrar nas casas que desejam por não terem as chaves ou não terem a malícia furtiva para entrar ilegalmente.
Uma vez lá dentro o amado pode já se encontrar confortável o que acontece muitas das vezes em casas que já foram antes ocupadas e o morador anterior deixou mobília e decoração. Mas apesar de possível a mudança ser fácil as chances são que haverá muito trabalho a se fazer da nova casa um lar. Um mponto importante é saber se ali já mora alguém. Alguém que está de partida ou de chegada.
Cabe ao amado ir trazendo mobilia e ocupando as paredes de quadros, os armários de utensílios e ir andando de criar uma política para a abertura da casa. Portas e janelas trancadas? Cortinas e persianas? Quem deve frequentar a casa? O quanto? Que espaço usar? Uma casa muito fechada pode ficar abafada e criar mofo.
que passava
foi andando, passou em frente
a vi da janela e me sorri
dias mais tarde, em mente
notava que era de novo
que passava
dessa vez acenei, saudei sua volta
respondeu com graça
é tão delicado e sutil quando
uma simpatia assim acontece
é o sol da manha trazendo o dia claro
iluminando pequenas gotas de orvalho
destacando o verde nas folhas mais novas
momento que precisa estar atento para saber que é raro
a vi da janela e me sorri
dias mais tarde, em mente
notava que era de novo
que passava
dessa vez acenei, saudei sua volta
respondeu com graça
é tão delicado e sutil quando
uma simpatia assim acontece
é o sol da manha trazendo o dia claro
iluminando pequenas gotas de orvalho
destacando o verde nas folhas mais novas
momento que precisa estar atento para saber que é raro
O laço
não sei que mágico laço
que amarra em você
que as vezes se afroxa e partimos
mas quando afasto ele aperta
que as vezes parece rompido
mas e concerta
que as vezes parecemos enganados
mas novamente se acerta
que vortice que me suga
que me atrai, gravidade que me atrai
que as veezes enterro
tento centrifugar um fim
mas logo to centripetado
um início a colidir em seus braços
sorrir suas graças,
queimar em suas brasas
Não falo te amor
falo de um teatro todo de sentimentos
será o amor personagem principal
ou morrerá inevitavelmente no segundo ato
será o amor um personagem chato?
Andando pelos caminhos de cristal
tentei tirar de ti a maravilhosa nota
quebrei suas cordas tentando te afinar
também no processo feri meu peito
em que trazia junto
quem nesse mundo viu sua verdadeira face
quem trilhou seus caminhos
quem trilhará, amiga?
A azul chaleira por sobre a messa
e a carta, não sobre o amor
sobre os anos e a amizade
te vejo no palco e te conheço
te vejo pelo acento vazio a minha frente
medroso de ve-lo grandemente ocupado.
do meu jeito estranho
primeiro te desejo, te vejo
e te devoro, te olho e reparo
te reconheço, falo, rodo.
a medida que te pesquiso te demostro respeito
te respondo, te escuto
conforto, te confio
estabeleço raport.
ai se te gosto te enterto
te agradeço e te esnobo
confundo e devoro
mas ainda não te toco
só desejo, só desejo...
as vezes te esbarro
te agrado, leve carícia
em seus espaços
só criando lastro
ai me afasto
te beneficio com a falta
ai se me procura
eu te agarro
mais criando desejo
do que realizando
e te devoro, te olho e reparo
te reconheço, falo, rodo.
a medida que te pesquiso te demostro respeito
te respondo, te escuto
conforto, te confio
estabeleço raport.
ai se te gosto te enterto
te agradeço e te esnobo
confundo e devoro
mas ainda não te toco
só desejo, só desejo...
as vezes te esbarro
te agrado, leve carícia
em seus espaços
só criando lastro
ai me afasto
te beneficio com a falta
ai se me procura
eu te agarro
mais criando desejo
do que realizando
segunda-feira, 9 de julho de 2012
A última carta de amor
Lhe escreve esta carta em que anonimamente digo que te amo. Sim, amo.
Sim, uma carta que precipitadamente falo de amor, como amores infantis
precipitadamente sentidos.
O que sabem as crianças sobre o amor? Sabia o meu sentimento e que
melhor palavra não sabia. Mais tarde aprendi outras palavras mas os
sentimentos também eram outros e também eram outras as formas que se
dizia. Eu ainda ainda escrevi cartas. Eu ainda disse da mesma forma.
Mas aquela forma não foi ouvida. Então aprendi a dizer das formas que
eram ouvidas. Aprendi a economizar amor e dançar com paixão, eufemismo
como gostar e gírias diversas. Aprendi a nem dizer.
E isso parecia o certo. E o corrente dos nossos dias. Mas para você eu
não quis dizer dessa forma. Não quis e não sei dizer dessa forma. Por
que por você eu sinto o que eu sentia nos primeiros anos. Sinto o
sentimento flor de um eu te amo anônimo.
Um sentimento flor. Não o sentimento arvore que vi meu avô dizer a
minha avó quando completaram 50 anos de casados. Não o sentimento
fruto vistoso que se jura no altar. Mas te tenho amor, ingênuo,
possivelmente inócuo. Mas também amor. Amor flor.
Com amor flor,
Um alguém.
Sim, uma carta que precipitadamente falo de amor, como amores infantis
precipitadamente sentidos.
O que sabem as crianças sobre o amor? Sabia o meu sentimento e que
melhor palavra não sabia. Mais tarde aprendi outras palavras mas os
sentimentos também eram outros e também eram outras as formas que se
dizia. Eu ainda ainda escrevi cartas. Eu ainda disse da mesma forma.
Mas aquela forma não foi ouvida. Então aprendi a dizer das formas que
eram ouvidas. Aprendi a economizar amor e dançar com paixão, eufemismo
como gostar e gírias diversas. Aprendi a nem dizer.
E isso parecia o certo. E o corrente dos nossos dias. Mas para você eu
não quis dizer dessa forma. Não quis e não sei dizer dessa forma. Por
que por você eu sinto o que eu sentia nos primeiros anos. Sinto o
sentimento flor de um eu te amo anônimo.
Um sentimento flor. Não o sentimento arvore que vi meu avô dizer a
minha avó quando completaram 50 anos de casados. Não o sentimento
fruto vistoso que se jura no altar. Mas te tenho amor, ingênuo,
possivelmente inócuo. Mas também amor. Amor flor.
Com amor flor,
Um alguém.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Me sinto vivo
Você sabe o que se sente quando você confia nas suas habilidades contra as condições ambiente para sobreviver?
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