terça-feira, 31 de julho de 2012

a primeira página da carta

É tarde da noite, não sei precisar o horário porque todas os relógios encontram-se distantes. Te escrever esta carta significa certamente não ir a aula amanhã cedo. No entanto hoje tenho assistido tantas aulas e escrito tão poucas cartas que acho que meu ato não será condenável posto nestes termos.

Creio que deve estar intrigada com essas gramas de papel fisicamente entregues a você. Nos tempos que vivemos acho que uma carta deve causar grande espanto. No entanto venho te escrever coisas triviais apenas. Um pensamento que me ocorreu e que pensei em escrever pelo exercício de organizar as idéias e endereçar a você que gosto de conversar sobre assuntos diversos.

Não sobre amor. Não sobre o nosso amor. Mas é uma sim sobre o amor. Sobre  uma metáfora para o amor:

O coração dos amantes deve ser uma casa para ser oferecida ao amado. Uma casa que o amado vai encontrar aberta ou fechada disso depende como ele fará sua entrada.
Algum de tão abertas as portas se surpreenderá já dentro. Muitos tantos nunca conseguem entrar nas casas que desejam por não terem as chaves ou não terem a malícia furtiva para entrar ilegalmente.
Uma vez lá dentro o amado pode já se encontrar confortável o que acontece muitas das vezes em casas que já foram antes ocupadas e o morador anterior deixou mobília e decoração. Mas apesar de possível a mudança ser fácil as chances são que haverá muito trabalho a se fazer da nova casa um lar. Um mponto importante é saber se ali já mora alguém. Alguém que está de partida ou de chegada.
Cabe ao amado ir trazendo mobilia e ocupando as paredes de quadros, os armários de utensílios e ir andando de criar uma política para a abertura da casa. Portas e janelas trancadas? Cortinas e persianas? Quem deve frequentar a casa? O quanto? Que espaço usar? Uma casa muito fechada pode ficar abafada e criar mofo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário